Sociedade de Controle

Em uma sociedade cada vez mais inserida no contexto das tecnologias informacionais e comunicacionais (TIC), o homem passa a ser controlado por sistemas de vigilância cada vez mais sofisticados.

Ficha técnica

Ano: 2022

Técnica: Acrílica sobre tela e dispositivos eletrônicos

Dimensões: 50 x 70cm

Funcionamento: Ao se aproximar da obra, o visitante é detectado e fotografado, sua imagem vai para um banco de imagens do artista na internet e também enviada para a obra Sociedade de Controle 2.

processo em fotos

Terra que Sangra

A questão indígena de luta pela terra remonta séculos. A angustia da fome, a destruição ambiental e da dignidade humana devastam o povo e seu território, o ataque ao sagrado, símbolo e sustentação da resistência das comunidades, tem sido a estratégia dos latifundiários Brasil afora.

ficha técnica

Ano: 2022

Técnica: Acrílica sobre tela e dispositivos eletrônicos

Dimensões: 50 x 70cm

Funcionamento: Ao se aproximar da obra, a pessoa se depara com sons de cantos, memórias e rezas do povo Laklãnõ/Xokleng.

Trilha sonora: A trilha foi gentilmente cedida por Duo Strangloscope a partir de seu filme experimental Aqui onde tudo acaba.

processo em fotos

Covid

Na maior pandemia mundial dos últimos anos, o Brasil foi destaque na morte de mais de 700 mil pessoas. Mães, pais, avôs e avós, parentes e amigos fizeram parte desta triste estatística onde a prioridade do governo era a economia e não a vida.

ficha técnica

Ano: 2022

Técnica: Acrílica sobre tela e dispositivos eletrônicos

Dimensões: 50 x 70cm

Funcionamento: A obra acessa dados de mortos da covid no Brasil em tempo real a partir de um banco de dados na Internet, e o exibe em seu display.

Processo em fotos

Amazônia

A maior floresta tropical do mundo agoniza. Ano após ano vemos um cenário de destruição através das queimadas que se multiplicam, além da poluição de rios da região. Fonte de riqueza inestimável e fator de equilíbrio do clima, a amazônia pede socorro.

Ficha Técnica

Ano: 2023

Técnica: Acrílica sobre tela e dispositivos eletrônicos

Dimensões: 80 x 90cm

Funcionamento: Acessando dados de desmatamento da Amazônia, a obra regula um triturador de papel tendo como base sua porcentagem de área destruída.

Processo em fotos

Açu

O rio Itajaí-açu é o rio mais importante da meso região do Vale do Itajaí. Seu curso deságua no oceano atlântico pela foz localizada na cidade de Itajaí. A cada ano as atividades do homem na região como a agricultura, desmatamentos, especulação imobiliária se intensificam causando um enorme desequilibrio. Anualmente a população se vê ameaçada pelas cheias que causam enormes prejuízos aos mais vulneráveis.

ficha técnica

Ano: 2024

Técnica: Acrílica sobre tela e dispositivos eletrônicos

Dimensões: 50 x 70cm

Funcionamento: A obra acessa dados do nível do Rio na região de Itajaí e o transporta visualmente através do ângulo de um eixo acoplado à tela.

processo em fotos

Jardim de sonhos intranquilos

Sinopse:
Jardim de Sonhos Intranquilos é uma produção experimental que questiona a relação homem x natureza, vivendo e pulsando a cada detalhe. Nele é retratado um pedaço particular de nós mesmos, com nossas curiosidades e desejos, mas também mostra nosso lado mais sombrio.

English:

Garden of restless dreams is an experimental production that questions the relationship between man and nature, living and pulsating in every detail. It portrays a particular part of ourselves, with our curiosities and desires, but it also shows our darker side.

Ficha técnica

Project Type: Experimental

Runtime: 2 minutes 59 seconds

Completion Date: October 21, 2023

Production Budget: 1,000 USD

Country of Origin: Brazil

Country of Filming: Brazil

Language: Portuguese

Shooting Format: Digital

Aspect Ratio: 16:9

Film Color: Color

Grito

Um grito
Um grito de alerta
Um grito de socorro
Escute esse meu grito

Um grito, por mais forte que ele seja, não se propaga no vácuo. Debaixo da agua suas partículas tornam-se tão densas que se torna inaudível, no caso de um grito articulado na linguagem, como um grito de socorro.
O discurso é incapaz de narrar o trauma, somente o grito o é, mas ambos se inviabilizam diante da violência. Durante o período de isolamento em virtude da pandemia de covid-19, inúmeras mulheres são submetidas a convivência 24 horas por dia com seus algozes. Mães, tias, esposas, primas, irmãs, filhas, mulheres em distintas qualidades familiares são violentadas pelos pais, irmãos, esposos, filhos, netos e primos.
Estas vítimas estão submetidas a paradigmas civilizacionais que os condenam a dependência financeira e afetiva, as possibilidades de fuga que podemos de longe premeditar, para estas mulheres, impedidas de trabalharem e de construir carreiras e moralmente estigmatizadas por uma sociedade onde os homens podem tudo e elas nada podem, todas alternativas à condição de violência cotidiana são devaneios tolos. “É assim mesmo”, “ a gente acaba por se acostumar”, “ele não faz por mal, é o instinto do homem”, “ele tem esse lado agressivo, mas é um bom homem”. Ainda se resignando diante destas situações, algumas destas mulheres aceitaram fazer o experimento de mentalizar suas dores, contraí-las no peito e solta-las em um grito, embaixo da agua, sim, mas ainda um grito. Aqui você não será ouvida, você tem a si mesmo e tem a água, qualquer palavra dita não será propagada para além de si mesmo, por um instante tudo poderá ser solto no esquecimento, um grito submerso para a eternidade, e quando você emergir, ele já não será.
O fotografo Denis Zubieta capturou o instante exato e sublime deste grito, a sua expressão única. Se utilizou do maior artificio da fotografia para sublinhar um ponto no tempo e no espaço que jamais se tornará a repetir, assim como todos os outros, mas este em especial ocorreu porque era preciso, porque o número de mulheres vitimas de violência doméstica tem aumentado de maneira assustadora durante o isolamento social, e talvez este grito, ainda que submerso, ainda que distorcido pela representação fotográfica, possa ser ouvido para que tudo isso acabe.

Um pouco sobre o processo

Olá, tudo bem? Me chamo Denis Zubieta, sou fotógrafo, artista visual e webdesigner. Venho aqui falar um pouco sobre a obra GRITO cuja a temática é a respeito da violência contra mulher.
Violência esta que aumentou muito, segundo dados do 180, por volta de 40% no ano de 2020 e que na maiora desses casos aconteceram dentro de suas próprias casas. Em geral são cometidas por seus maridos, tios, pais, filhos com diferentes motivos, mas todos eles tem uma coisa em comum que é o machismo estrutural arraigado dentro de nossa sociedade.
Então a ideia foi unir 7 mulheres em um único propósito, a de dar um grito de basta. Escolhi como ambiente a piscina, lá embaixo d’água, seu grito sufocado e mesmo carregado de revolta tenta romper com esses paradigmas da sociedade tentando ir além de um simples grito submerso. Um grito que tenta romper com esses paradigmas impostos. Visualmente procurei tratar de forma densa e solitária a vida, a revolta e a dor dessas mulheres.

A dor da não representatividade
A dor da liberdade cerceada e além disso tudo
A dor física que muitas das vezes levam a morte muitas dessas mulheres

Neste final de semana que se passou, nos reunimos em uma piscina aquecida rsrsrsrs, vale lembrar que a água está fria nessa época do ano, então procuramos uma escola de natação aqui da capital para nos dar esse apoio.
A equipe contou com 10 participantes entre produção e atrizes que toparam esse desafio e não poderia ser diferente, o ensaio em si foi maravilhoso, as meninas estavam bem entrosadas, mostrar o que sente se revelou uma experiência importante, não só pra mim, mas para todos nós envolvidos.

Equipe técnica

Márcia Albuquerque (@marciaalbuquerqueartesvisuais)
Letícia Polidorio (@leticiapolidorio)
Ágatha Scaff (@agatha_scaff)
Romilda Pizani (@romilda_pizani)
Ana Rita Dornelles (@anaritamoraesdornelles)
Tuani Pizani (@t.pizani)
Shiley Fujita (@shirfujita)
Ana Júlia Zubieta (@dixx.zubietinha)
Aurélio Vinícius (@aurelio.vinicius)
Gustavo Stutz (@gust_utz10)
Denis Zubieta (@denis.zubieta)

Vídeoarte

Solidão em tempos de covid

Momento de suspensão social nos leva à desobediência civil ou alinhamento à ciência? Nos leva à vida para sermos mais exatos. Sensação de reclusão nos remete a uma viagem ao seu Eu, ao nosso Eu, monta, e remonta, em si, a reflexão de uma consciência em harmonia com o corpo, trabalhando verdadeiramente em dupla. Os desafios até aqui são no sentido de conciliar tarefas provenientes de nossos trabalhos e, sobretudo, conciliar o silêncio que nos cerca com a nossa vida antiga que não voltará mais. Essa série fotográfica revela um cotidiano, em seu trigésimo quinto dia de pandemia e quarentena, com todos os seus conflitos diários, um diálogo íntimo consigo mesmo e as angústias para que a vida siga dentro de uma certa normalidade, agora imposta, mas que continue florescendo apesar dos pesares. Sigamos com a vida.